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A Associação Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) cobra do governo do Estado há pelo menos 10 meses o fornecimento de insumos para reabilitação de pacientes que realizam tratamento de câncer de cabeça e pescoço que tiveram que passar por cirurgias como traqueostomia e laringectomia.“O que mais nos entristece é saber que estes pacientes são desconhecidos não só pela sociedade como também por profissionais de saúde e principalmente pelos gestores, inclusive pelo nosso Secretário de Saúde Estadual Cipriano Maia. Na última reunião que tivemos com o secretário em setembro de 2021, ele ficou surpreso com a existência destes pacientes e relatou que não tinha conhecimento sobre a importância da distribuição destes insumos. Ele ficou de nos dá um retorno com 15 dias, e até o momento não tivemos nenhum“, conta Maria Alice Cavalcante, fonoaudióloga e coordenadora voluntária da ACBG Brasil – Associação Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que trabalha em prol dos portadores de câncer de cabeça e pescoço em todo o País.

O fornecimento destes insumos não vem sendo realizado para os pacientes no RN, mesmo já constando na tabela do SUS e com apoio da Portaria 400 do Ministério da Saúde e a Lei Nº 10.132, que dispõe sobre a inclusão no calendário oficial do Estado do Rio Grande do Norte o “Mês de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço”, a ser instituído no mês de julho e ainda a Lei nº11.199 de 11 de Julho de 2022, institui no calendário oficial do Estado o dia Estadual do Laringectomizado.

O número de casos novos de câncer da cavidade oral e laringe esperados para o Brasil, para cada ano do triênio 2020 – 2022, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) será de 17.670 casos em homens e de 5.190 em mulheres. No Brasil, são cerca de 10.194 mil óbitos nos casos avançados desses tumores.

Muitos destes pacientes enfrentam perdas e sequelas irreversíveis na qualidade de vida, comprometendo a fala, alimentação, visão, audição, além de todo prejuízo estético causado pelas deformidades faciais. Os pacientes que sofrem cirurgias mutiladoras tornam-se pessoas com deficiência, passando a conviver com novas dificuldades e necessidades de adaptação.

“É importante esclarecer a necessidade de se apoiar a causa e propagar informações que ajudem a sociedade a se prevenir e combater essas doenças. Como também colocar em prática em nosso Estado as Diretrizes para Atenção à saúde da pessoa traqueostomizada e/ou laringectomizada, juntamente com a Padronização da Dispensação dos Insumos necessários para reabilitação destes pacientes“, explica Maria Alice.