Foto: reprodução/TV Record

Em dois anos e meio, a Polícia Federal fechou 25 laboratórios usados por criminosos para fabricar notas falsas. Neste período, foram realizadas 82 operações e apreendidos mais de R$ 23 milhões em cédulas que, na verdade, não valiam nada. Desde 2020, a Polícia Federal tem uma unidade especializada no combate à falsificação de moedas e documentos.

“São muito idênticas. É muito difícil você diferenciar uma nota original da falsa hoje. O material que eles estão usando hoje é muito parecido”, conta Inaura Ferreira, gerente de uma padaria em São Paulo que havia recebido um total de R$ 900 em notas falsas em pagamentos.

Não é só na produção de cédulas falsas que os criminosos têm evoluído. Eles também usam a tecnologia para fazer o dinheiro falso começar a circular. Cópias de cédulas de todos os valores são oferecidas em perfis de redes sociais com promessa de ‘qualidade’ na falsificação.

“A partir do momento em que esses laboratórios são fechados, aquela família de cédulas deixar de ser fabricada e consequentemente há uma redução na circulação”, diz o delegado da Polícia Federal Fernando Casarin.

As cópias apreendidas são analisadas no Instituto Nacional de Criminalística que usa tecnologia para confirmar as falsificaçãoes. Mas há alguns sinais que são possíveis identificar sem equipamento. Algumas características só o dinheiro verdadeiro tem. “Marcas d’água, o alto relevo da impressão e também alguns elementos que mudam de cor ou que têm ‘movimento’, como os hologramas”, explica Narumi Pereira Lima, perita da Polícia Federal.

R7