Geraldo Alckmin e Lula em evento nesta quarta-feira (1º), em Porto Alegre – Diego Vara/Reuters

Em encontro nesta quinta-feira (2) com artistas em Porto Alegre, Lula subiu o tom contra Jair Bolsonaro e comparou sua passagem pela Presidência a uma “praga de gafanhotos”, além de chamá-lo de “fascista”, informa a Folha.Sem citar nominalmente Bolsonaro e tratando-o por “esse cara” e “esse sujeito”, o petista voltou a comparar desfavoravelmente o chefe do Executivo a Geraldo Alckmin, ex-tucano e agora seu colega de chapa nas eleições.


“A gente [Lula e Alckmin] fazia críticas como amigos que jogam bola. Dá botinada, pisa no pé, chuta a canela, mas a gente é civilizado e continua conversando. É isso que é democracia, que esse fascista que chegou ao poder não exerce”, declarou o ex-presidente.

Empolgado com os aplausos da plateia, conforme o relato da Folha, Lula prosseguiu: “Um presidente que não faz um gesto para entregar um livro para uma criança e faz 50 gestos para entregar armas para fascistas e para milicianos”.

O petista também criticou o discurso de Bolsonaro sobre família: “De que família esse cara está falando? Qual é a experiência dele de família? Família de quem? Da nossa, não é. Eu não admito que um cidadão que coloca um filho para disputar uma eleição contra a mãe venha a falar de família pra mim neste país”.

Foi uma referência à primeira eleição disputada por Carlos Bolsonaro para a Câmara Municipal do Rio, em 2000. Com 17 anos, Carluxo entrou na disputa a pedido do pai, para evitar a reeleição da própria mãe —Rogéria, ex-mulher de Jair. Acabou eleito.


Lula ainda se referiu ao governo Bolsonaro como “praga”: “O que tivemos não foi um presidente, foi uma praga de gafanhotos que tomou conta deste país e que destruiu a cultura, a educação, o emprego e a economia”.

Com informações de O Antagonista