Foto: Fábio Vieira/Metrópole

O mundo acompanha atento o desenrolar da guerra no Leste Europeu após as recentes investidas ucranianas contra o território russo. A principal preocupação é a defesa e esperar como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, irá reagir.

O maior cuidado parte da Europa e dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Joe Biden, estuda, segundo a Casa Branca, enviar um representante para o conflito.

Portugal e Canadá já anunciaram que irão enviar tropas para o Leste Europeu. Uma sinalização do agravamento da crise na zona de conflito.

Inicialmente, Polônia e Romênia, países que fazem fronteira com a Ucrânia, receberão os soldados. Eles irão ajudar na acolhida de refugiados em missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A tensão no Leste Europeu voltou a subir após novos ataques ucranianos contra o território russo. O país liderado por Vladimir Putin, que havia prometido trégua a Kiev, sinalizou que vai voltar a bombardear a capital.

Mais de 20 edifícios e uma escola foram alvos de mísseis ucranianos. A região atacada fica em Belgorod, no sudeste da Rússia, próximo à fronteira entre os dois países. As informações foram divulgadas nessa sexta-feira (15/4) pela agência russa de notícias Tass.

A Ucrânia admitiu que espera represálias. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou até mesmo para a possibilidade de Putin usar armas nucleares. “Não só eu, acho que todo o mundo, todos os países têm que se preocupar”, frisou.

A escalada da violência também é influenciada pelo naufrágio do navio militar Moskva, maior embarcação de guerra russa no Mar Morto. A Ucrânia reivindicou o ataque.

O Ministério da Defesa do Reino Unido divulgou que o afundamento obrigará a Rússia a “rever a sua postura marítima no Mar Negro”.

Combates

Os combates continuam na cidade portuária de Mariupol, onde tropas russas e ucranianas se enfrentam pelo controle do local. As batalhas se concentram em torno de uma siderúrgica e na área portuária.

A Rússia admitiu que usou mísseis de longo alcance para atacar. É a primeira vez que esse tipo de armamento é usado na cidade. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia, Oleksandr Motuzyanyk, nessa sexta.

A versão do governo ucraniano é de que as forças russas ainda não conseguiram tomar completamente o controle de Mariupol. A Rússia diz o inverso.

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