Amsterdã, na Holanda – Foto: Shutterstock

A Holanda impõe a primeira quarentena parcial na Europa Ocidental desde o verão no Hemisfério Norte, em meados do ano, em uma tentativa de conter o aumento de casos de Covid-19. A partir deste sábado e nas próximas três semanas, bares, restaurantes e supermercados terão que fechar as portas às 20h, e o comércio não essencial, às 18h. As pessoas também serão incentivadas a trabalhar de casa, e não será permitida a presença de público em eventos esportivos. Escolas, teatros e cinemas, no entanto, vão permanecer abertos.

Ao anunciar as novas medidas, o primeiro-ministro, Mark Rutte, também alertou que os holandeses só poderão receber o máximo de quatro pessoas em suas casas. Além disso, o governo está estudando maneiras de restringir a entrada em locais públicos de pessoas não vacinadas, uma medida que exige aprovação no Parlamento.

— Esta noite estamos trazendo uma mensagem muito desagradável com medidas muito desagradáveis e de longo alcance — disse Rutte em um discurso televisionado na noite da sexta-feira. — O vírus está em toda parte e precisa ser combatido em todos os lugares.

O número de novos casos de coronavírus no país aumentou rapidamente depois que as medidas de distanciamento social foram abandonadas, no fim de setembro, e atingiram um recorde diário de 16.300 na quinta-feira. O novo surto já pressiona hospitais em todo o país: no mês passado, cerca de 55% dos pacientes em hospitais holandeses e 70% daqueles em UTIs eram pessoas não vacinadas ou apenas parcialmente vacinadas, de acordo com dados fornecidos pelo Instituto de Saúde da Holanda (RIVM).

As novas restrições representam uma mudança drástica na política do governo holandês, que até o mês passado considerava que uma taxa de vacinação relativamente alta significaria a suspensão de mais medidas no fim do ano. Até agora, cerca de 68,9% da população holandesa foram totalmente vacinados contra Covid-19. A dose de reforço, no entanto, só foi oferecida a um pequeno grupo de pessoas com sistema imunológico fraco e será oferecida a pessoas com 80 anos ou mais em dezembro.

O Globo