Pessoas usam máscara em loja de sapatos em Los Angeles, nos EUA, em foto de 20 de maio de 2021 — Foto: Marcio Jose Sanchez/Arquivo/AP Photo

Os norte-americanos totalmente vacinados contra a covid-19 devem voltar a usar máscaras em locais públicos fechados em regiões onde o coronavírus, em especial a variante Delta, estão se espalhando rapidamente, disseram as autoridades dos Estados Unidos nesta terça-feira.O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC)também recomendou que todos os alunos e professores, da pré-escola até o ensino médio, usem máscaras, independentemente do patamar de vacinação. O CDC disse que as crianças devem retornar à aprendizagem presencial em tempo integral a partir de setembro, com estratégias de prevenção adequadas.

As mudanças marcam uma reversão do anúncio do CDC em maio, que levou milhões de norte-americanos vacinados a abrir mão de suas coberturas faciais.

Aumento de infecções

Os Estados Unidos voltaram a liderar o mundo em número médio diário de novas infecções, sendo responsável por um em cada nove casos notificados em todo o mundo a cada dia. A média de sete dias para novos casos tem aumentado acentuadamente e está em 57.126.

“Em áreas com transmissão alta, o CDC recomenda que os indivíduos totalmente vacinados usem máscara em ambientes públicos fechados para ajudar a prevenir a propagação da Delta e proteger outras pessoas”, disse a entidade.

O CDC afirmou que 63% dos condados dos EUA têm altas taxas de transmissão que justificam o uso de máscara. A variante Delta é altamente transmissível.

Em maio, o CDC aconselhou que pessoas totalmente vacinadas não precisavam mais usar máscaras ao ar livre e poderiam evitá-las na maioria dos locais fechados, uma orientação que segundo a agência permitiria que a vida voltasse ao normal.

O epidemiologista David Doudy, da Universidade Johns Hopkins, disse que a nova orientação do CDC foi motivada por uma mudança nos padrões de infecção. “Estamos vendo dobrar o número de casos a cada 10 dias ou mais”, disse.


Com informações de Reuters e R7