Ezequiel Ferreira e Geraldo Melo Foto: Canindé Soares

O encontro que envolveu os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, em São Paulo no último dia 12, está divergindo opiniões dentro do PSDB. Já os petistas comemoram o encontro, mas descartam aliança com tucanosO presidente do partido, Bruno Araújo, criticou a reunião e disse que é preciso evitar passar sinais trocados aos eleitores do partido. A avaliação de Araújo é de que o encontro não faz bem a um potencial candidato do PSDB em 2022. Outros tucanos, como o deputado Aécio Neves e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defenderam o direito de FH a se reunir com quem quiser, mas reforçaram que o partido deve continuar a busca por um nome de centro para concorrer em 2022.

O dirigente tucano a lembrou as críticas que os petistas faziam ao governo Fernando Henrique e sugeriu que Lula foi ao encontro motivado por interesses eleitorais: “Depois de o petismo rotular o seu governo de ‘herança maldita’, parece mais que estão em busca de votos do que um reconhecimento da gestão de FHC”, completou. Com Informações do O Globo.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, o ex-senador Geraldo Melo, que tem filiação partidária no PSDB, disse ao deputado Ezequiel Ferreira, presidente do seu partido no estado, que discorda da hipótese de uma aliança política envolvendo o PSD e o PT, depois do encontro de Lula e Fernando Henrique. “Esse povo destruiu o nosso país, destruiu a família brasileira, destruiu a nossa sociedade, esse povo não tem nenhum serviço para prestar ao Brasil, então eu não entendo uma vergonha dessa”, desabafou Geraldo Melo.Tocador de áudio

Foto; Ricardo Stuckert

Após as reações Fernando Henrique Cardoso amenizou os efeitos do encontro dizendo que vai apoiar o candidato que será lançado pelo PSDB e se o partido tucano não chegar ao segundo turno, apoiará até mesmo Lula, menos o atual governante do país.

Blog do Daltro