Foto: MIKE THEILER – 06.01.2021/REUTERS

Mais de 90 pessoas foram presas depois de invadirem o Capitólio, em Washington, capital dos EUA, na quarta-feira (6), segundo informações da agência Associated Press.Depois que milhares de vídeos e fotos da invasão foram compartilhados pelas redes sociais, usuários e o FBI tentam encontrar os apoiadores de Trump envolvidos no ato.

Um dos líderes do movimento, o homem que aparece com chifres nas fotos, Jake Angeli, foi preso. O homem é residente do Arizona e não tem antecedentes criminais.

Angeli é uma das figuras proeminentes do grupo QAnon, que compartilha teorias da conspiração entre os apoiadores de Trump. Diversos invasores estavam com roupas do grupo na quarta-feira (6).

Outra foto que viralizou foi a de um homem que invadiu a sala da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e colocou os pés sobre a mesa da democrata. Na tarde de sexta-feira (8), Richard Barnett, de 66 anos, foi preso sob as acusações de entrar e permanecer em áreas restritas, invasão violenta, e roubo de propriedade pública.

Empresas demitem envolvidos na invasão

Com a ajuda das redes sociais, empresas também estão conseguindo reconhecer funcionários que estavam envolvidos com a invasão do Capitólio. Em uma foto, um rapaz aparece do lado de Jake Angeli com um crachá no pescoço. O crachá pertence à uma gráfica de Maryland, que viu a foto circulando no Twitter e demitiu o funcionário no dia seguinte.

Em uma empresa de análise de dados de Chicago, o chefe, Bradley Rukstales, foi demitido depois de ser flagrado na invasão, diz a AP.

“Essa decisão foi tomada porque as ações de Rukstales são inconsistentes com os valores da Cogensia”, informou o novo CEO da empresa, Joel Schiltz, em nota. “A Congensia condena o que aconteceu no Capitólio na quarta-feira (6), e nós vamos tentar continuar seguindo os valores de integridade, diversidade e transparência nos nossos negócios, e esperamos que todos os nossos funcionários façam o mesmo”.

R7