Por Gilberto de Sousa

Para fugir do prazo sobre conduta vedada, Rivelino Câmara ignora o próprio decreto e negligencia levando a população às ruasO aumento de casos de covid-19 em Patu nos últimos dias seria o motivo que levou o prefeito Rivelino Câmara a decretar lockdown na cidade. Somente entre os dias 12 e 13, a cidade contabilizou 14 novos casos. No entanto, no mesmo dia que lançou o decreto, o prefeito incentivou aglomerações, pelo fato de ter convidado o povo a participar da inauguração de um complexo turístico.E parte da população que atendeu o chamado foi às ruas. Muita gente perdeu até a hora de voltar para casa, tendo ficado pelas ruas da cidade em tom de festa, conforme relatos. Além dessa inauguração, o prefeito participou de outros eventos com a participação popular. Na noite desta sexta-feira, 14, inaugurou a Escola Municipal Raimundo Rocha, em mais um evento festivo.Rivelino Câmara fala durante inauguração de escola na noite desta sexta-feira,14

Rivelino Câmara priorizou o prazo sobre conduta vedada pela Justiça Eleitoral, que a partir deste sábado, 15, restringe a participação de agentes públicas em inaugurações de obras, entre outras condutas vedadas como a publicidade institucional.

Complexo turístico é inaugurado com festas no dia do decreto do lockdown

Para parte da população, o prefeito, que tentará consolidar a reeleição este ano, priorizou a política em detrimento da preocupação com a saúde da população. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Município, já são 82 casos confirmados de Covid-19, 21 suspeitos e o registro de um óbito.

Enquanto outros municípios do Oeste, como é o caso de Apodi, por exemplo, já avançou com 15% da população testada, ou seja, mais de 5 mil pessoas, Patu tem negligenciado e até no momento em que decide decretar lockdown, estimula aglomerações.

De acordo com o Decreto, teoricamente serão adotadas ações de isolamento social rígido e de confinamento coletivo obrigatório. À medida que já entrou em vigor, deve vigorar até o dia 26 de agosto.
Segundo o decreto, somente estão autorizados ao funcionamento no município de Patu, comércio e serviços essenciais.

A feira livre do Município ficará suspensa. Além disso, está expressamente proibida a venda de bebidas alcoólicas durante o período de lockdown.

Também continua proibida a atuação, no município de Patu, de vendedores ambulantes, crediaristas, representantes de empresas de consórcios de bens e serviços e afins que sejam oriundos de outros lugares.

Reação

Através das redes sociais, a vereadora Kaká de Bodim(PL) criticou a atitude do prefeito. “Só hoje, depois que a Prefeitura de Patu encerra uma “temporada” nas ruas, com presença de aglomerações, entregando obras atrasadas, obriga os patuenses a ficarem trancados nas suas casas? Só hoje? Se era tão importante porque a Prefeitura não fez tudo em apenas um dia? Realmente eram necessárias diversas aglomerações? Será que a Prefeitura de Patu priorizou o marketing e esqueceu a vida dos patuenses? Se é urgente, se o povo precisa, porque só começa a valer na quarta?” indagou.

Segundo ela, por falta de planejamento e liderança da atual gestão municipal, os casos de Covid aumentaram consideravelmente na cidade. “Ao contrário de outros municípios, que souberam estudar e executar estratégias de controle, a Prefeitura de Patu falhou e enfraquece ainda mais nossa economia, fechando comércios, dificultando a vida dos patuenses em um momento onde a maioria das cidades voltam a ter sua economia aquecida depois de momentos mais rígidos”, desabafou.

Fonte: Gazeta do Oeste