Foto: Adrees Latiff/Reuters


BATON ROUGE, EUA – O furacão Laura, que tocou a terra nas primeiras horas desta quinta-feira, 27, deixou ao menos quatro mortos na Louisiana, afirmou o governador do Estado John Bel Edwards. De acordo com o governante, todas as mortes foram causadas por árvores caindo sobre residências

Com ventos máximos de até 240 km/h, o furacão deixou um rastro de destruição por onde passou. Edwards afirmou que a tempestade atingiu de 2,7 a 3,7 metros.

A prioridade neste momento, afirmou o governador, é a busca e resgate, seguida por esforços para encontrar quartos de hotel para alojar pessoas que perderam suas casas.

O Laura chegou ao continente pouco antes da 1h como um furacão de categoria 4 na pequena cidade de Cameron, na Louisiana, disse o Centro Nacional de Furacões (NHC).

Ele regrediu rapidamente para a categoria 2 na manhã desta quinta-feira, com ventos contínuos máximos de 168 quilômetros por hora, ao rumar para o norte e se abater sobre o sudoeste do Estado, uma região pantanosa particularmente sujeita a marés de tempestade e inundações.

Cerca de 620 mil pessoas receberam ordens de retirada obrigatória na Louisiana e no Texas. Além de ameaçar vidas, a tempestade estava seguindo para o centro da indústria petroleira norte-americana, obrigando plataformas e refinarias a interromperem a produção.

O Laura também pode desencadear tornados nesta quinta-feira na Louisiana, Arkansas e oeste do Mississippi e deve despejar entre 15 e 30 centímetros de chuva na região, disse o NHC. O furacão é o mais forte a atingir os EUA neste ano. Apesar disso, Laura deve passar por um rápido enfraquecimento e se tornar uma tempestade tropical nas próximas horas.

TRUMP PROMETE VISITA

O presidente americano Donald Trump disse que visitará áreas atingidas pelo furacão neste final de semana. “Provavelmente iremos no sábado ou domingo. “Estaremos indo para o Texas e Louisiana, e talvez uma parada adicional”, disse Trump em um briefing na Agência Federal de Gerenciamento de Emergências.

Ele acrescentou que considerou adiar o discurso que fará na noite desta quinta-feira durante a Convenção Nacional Republicana na Casa Branca, mas decidiu não ser necessário.

Fonte: Estadão Conteúdo