Trabalho durante a pandemia tem sido remoto para grande maioria dos parlamentares(foto: Clarissa Barçante/Assembleia Legislativa de Minas Gerais)

Embora a pandemia do novo coronavírus tenha feito a maioria dos 77 deputados estaduais mineiros participarem virtualmente dos trabalhos legislativos, eles gastaram, em abril e maio, pelo menos R$ 907.203,01 com deslocamentos por terra. Entre os custos, estão abastecimento em postos de gasolina, locação de veículos e despesas ligadas à manutenção dos carros. Por causa da COVID-19, a Assembleia Legislativa promoveu, em 25 de março, sua primeira votação remota em toda a sua história. Desde então, as reuniões plenárias e das comissões temáticas têm diversas participações por videoconferência. Apenas com combustível e lubrificante, os deputados pediram, ao todo, reembolso de R$ 148.452,46.

Para este levantamento, o Estado de Minas analisou as notas apresentadas ao Parlamento entre abril e maio. Foram considerados, no entanto, somente os gastos realizados em algum dos dois meses. Reembolsos referentes a abril, mas pedidos em maio, entram na conta. Não estão contempladas, contudo, despesas datadas de março, mas encaminhadas à Assembleia em abril, por exemplo.

O “campeão” de gastos é Sávio Souza Cruz (MDB), líder de um dos blocos parlamentares independentes. Ele recebeu reembolso de R$ 31.845,43. De todo o valor, R$ 23.200 são referentes ao aluguel de veículos. O restante – R$ 8.645,43 – diz respeito aos custos com gasolina, tornando Sávio líder também do ranking que trata apenas de abastecimento.

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