Ao lado de Djamila Ribeiro, cantora participou do 'Altas Horas' em um papo sobre racismo e empatia

IZA fala sobre autoestima e sua relação com os cabelos crespos — Foto: Reprodução/Instagram

Hoje ela é reconhecida como uma diva da música pop brasileira, mas quem vê IZA esbanjando poder em seus shows e clipes pode não imaginar que, antes da fama, ela viveu as mesmas questões que qualquer menina negra brasileira. No Altas Horas, a cantora bateu um papo com Serginho Groisman e Djamila Ribeiro em que dividiu suas experiências de vida em relação ao racismo e falo do processo de construção de sua autoestima em meio aos padrões de beleza instituídos na sociedade.

IZA fala sobre padrões de beleza e autoestima

Esbanjando um poderoso black que deixa evidente o orgulho que sente das suas raízes, IZA contou que nem sempre foi assim.



"A gente aprende que nosso cabelo não é aceito pela sociedade, que tem alguma coisa de errado e você tem que consertar, e é isso. Eu passei grande parte da minha vida alisando o cabelo e tenho certeza de que isso faz parte da realidade de muitas meninas negras."

Depois de anos alisando os cabelos, IZA assumiu seus fios crespos — Foto: Reprodução/Instagram

Exemplo de beleza e representatividade para a geração de meninas que podem crescer vendo alguém parecida com elas em uma posição de destaque na mídia e no meio artístico, a cantora lembrou situações que passou ao longo da infância e adolescência. "Isso é muito doloroso. Pensar, por exemplo, que eu me submeti à química capilar aos 12 anos como uma tentativa de deixar de ser alvo dos comentários racistas que ouvia na escola", contou ela, celebrando o fato de, hoje em dia, cada vez mais meninas se sentirem bem com as suas aparências, sem se submeter aos padrões estéticos tão cruéis impostos na sociedade.

"É impagável você andar na rua, ver uma outra menina de cabelo crespo e ela sorrir para você sem nem se conhecer. A gente acaba se ajudando nesse sentido."
"Acho lindo quando vou no 'Altas Horas' e vejo todas elas e eles muito orgulhosos. Porque é dessa forma que temos que nos olhar mesmo, com orgulho, porque não tem nada de errado. A gente é muito bonito sim."



Depois de anos alisando os cabelos, IZA assumiu seus fios crespos — Foto: Reprodução/Instagram

Exemplo de beleza e representatividade para a geração de meninas que podem crescer vendo alguém parecida com elas em uma posição de destaque na mídia e no meio artístico, a cantora lembrou situações que passou ao longo da infância e adolescência. "Isso é muito doloroso. Pensar, por exemplo, que eu me submeti à química capilar aos 12 anos como uma tentativa de deixar de ser alvo dos comentários racistas que ouvia na escola", contou ela, celebrando o fato de, hoje em dia, cada vez mais meninas se sentirem bem com as suas aparências, sem se submeter aos padrões estéticos tão cruéis impostos na sociedade.

"É impagável você andar na rua, ver uma outra menina de cabelo crespo e ela sorrir para você sem nem se conhecer. A gente acaba se ajudando nesse sentido."
"Acho lindo quando vou no 'Altas Horas' e vejo todas elas e eles muito orgulhosos. Porque é dessa forma que temos que nos olhar mesmo, com orgulho, porque não tem nada de errado. A gente é muito bonito sim."

IZA incentiva que meninos e meninas tenham orgulho de suas raízes negras — Foto: Reprodução/Instagram

A cantora, que recentemente lançou a música "Let me be the one" (Deixe-me ser aquele que faz a diferença, em tradução livre) em parceria com o rapper norte-americano Maejor como parte de uma campanha da ONU para a promoção da diversidade e dos direitos humanos, afirmou que pretende sempre usar a sua voz a favor de causas que considere relevantes. "Como Nina Simone falou, precisamos aprender que temos um dever, que nosso microfone é uma arma, que precisamos refletir os tempos que a gente vive", disse.

"Nossa música é imortal. Muitas pessoas vão estudar a história do nosso país através da nossa arte, então acho que esse é o nosso trabalho."

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G1