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Os reajustes do salário mínimo custarão R$ 40,8 bilhões em 2023, segundo cálculos de Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da Ryo Asset.Esse valor já considera a última elevação de R$ 1.302 para R$ 1.320 a partir de 1º de maio, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



O salário mínimo impacta os gastos públicos porque representa o piso dos benefícios previdenciários, como as aposentadorias, pensões e auxílios. O custo para aumentar o salário mínimo para R$ 1.302 em 2023 seria de R$ 36 bilhões. Com a alta de R$ 18 no salário a partir de maio, a despesa adicional será de R$ 40,8 bilhões à União.

O governo federal pagou R$ 1.302 aos que recebem o piso das aposentadorias em janeiro, fevereiro, março e abril. O benefício passará a R$ 1.320 nos 8 meses seguintes.

Em 2022, o valor era R$ 1.212. Subiu para R$ 1.302 em 1º de janeiro. Isso representa uma alta anual de 7,4%. Com a decisão de aumentar o mínimo para R$ 1.320, o reajuste passou a ser de 8,9%.

REGRAS A PARTIR DE 2024

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse na 5ª feira (27.abr.2023) que o governo mandará um projeto de lei ao Congresso Nacional para definir uma nova política de valorização do salário mínimo. O cálculo vai se basear em 2 indicadores da economia:

  • inflação – variação de preços ao ano anterior;
  • PIB – variação da atividade econômica dos 2 anos anteriores.

Essa fórmula de reajuste era utilizada no governo Dilma Rousseff (PT), atual presidente do Banco dos Brics.

O economista Gabriel Leal de Barros calculou que, nestas condições, o salário mínimo aumentará de R$ 1.320 para R$ 1.433 em 2024, ou R$ 113. Sendo assim, o custo para as contas públicas no próximo ano somará R$ 45,2 bilhões.

Poder 360