Chanceler Mauro Vieira durante declaração à imprensa após reunião com o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Francisco Bustillo, no Palácio do Itamaraty. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a posição do Brasil é de condenar a violação territorial da Ucrânia pela Rússia, mas não exigir a retirada total das tropas de Vladimir Putin para iniciar as tratativas de paz.

“Não temos nenhuma posição apriorística de que está certa a invasão –aliás, porque não está e a condenamos, e porque tem de haver tal ou tal condição. Nada disso. Nós nunca estabelecemos nenhuma condição prévia. O que queremos é que as partes se sentem e discutam possibilidades de paz. Daí para diante, se conseguirmos isso, acho que é uma grande contribuição do Brasil”, afirmou em entrevista ao jornal português Público.

Vieira disse ainda que o tal “clube da paz” proposto pelo presidente Lula incluiria países “relevantes” que tenham diálogo com os dois lados. Ele citou a China, os Estados Unidos, a Turquia, a Índia e a União Europeia.

“O Brasil não quer e não se arvora em ser o negociador da paz e ter a chave para a solução. Nós queremos mobilizar todos, inclusive as duas partes, para que haja um início de conversas que possam levar à paz.”

Lula disse à emissora portuguesa RTP que é preciso convencer Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky a “sentarem-se à mesa” para acabar com o conflito.

O presidente insistiu que a Otan, os Estados Unidos e a União Europeia “comecem a falar em paz e a discutir a questão da paz”.

O Antagonista