Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já falam abertamente, ainda que apenas para o chamado “público interno”, sobre a tendência de negar registro à candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição. Um ex-ministro que integrou o TSE há poucos anos confirmou à coluna essa expectativa. Disse inclusive ter ouvido de um veterano funcionário, conhecido pela isenção profissional, que Alexandre de Moraes, vice-presidente, nem mesmo pede reserva quando cita a possibilidade.

A falta de registro impede que dispute a eleição o candidato escolhido na convenção do próprio partido. Nome e número nem aparecem na urna.

Ciente desse risco, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez gesto de simpatia visitando o ministro Edson Fachin. Não alterou o clima.

Nas conversas de cafezinho, considera-se que o apoio da oposição e da imprensa serão mais fortes que a reação imprevisível dos bolsonaristas.

Intriga a insegurança de quem articula o impedimento da candidatura do presidente: afinal, a julgar pelas pesquisas, não há perigo de sua vitória.

Por Cláudio Humberto