Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defender o direito ao aborto como política de saúde pública, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) é contra o procedimento.A declaração foi dada na tarde desta sexta-feira (8/4), durante visita às obras da Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Caridade de Bagé, no Rio Grande do Sul. O presidente Bolsonaro, o vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também participaram do evento.

“Esta semana um assunto veio à tona. Para deixar bem clara a posição do nosso governo: o governo do presidente Jair Bolsonaro é contra o aborto. Respeitamos as exceções da lei, mas estamos a favor da vida desde a sua concepção. É um governo que acredita em Deus, que defende as mulheres, que defende a família”, disse o ministro.

Nesta semana, o ex-presidente Lula fez dois discursos onde defendeu o direito ao aborto. O petista disse ser pessoalmente contra o procedimento, mas disse que a questão deveria ser tratada como assunto de saúde pública, e não como crime.

“A madame pode ir fazer um aborto em Paris, escolher ir para Berlim. Na verdade, [o aborto] deveria ser transformado em uma questão de saúde pública, a que todo mundo deve ter direito, e não vergonha”, disse Lula.

A fala causou polêmica e reações negativas de grupos religiosos e conservadores de vários matizes. Depois, Lula falou novamente sobre o assunto. “O que eu disse é o seguinte: é preciso transformar isso em uma questão (de saúde) pública. As pessoas pobres, que são de vítima do aborto, têm que ter condição de se tratar na rede pública de saúde. É só isso. Mesmo eu sendo contra o aborto, ele existe”, esclareceu.

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