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O governo ucraniano lança, neste sábado, um site com instruções à voluntários que desejam juntar-se à defesa do país aos ataques militares russos, iniciados no dia 24 de fevereiro deste ano. Segundo o governo, o conflito “não se trata apenas de uma invasão da Ucrânia pela Rússia, mas do início de uma guerra contra toda a Europa”, e convoca soldados para a Legião Internacional da Ucrânia, criada pelo presidente Volodymyr Zelensky.

O site possui instruções para quem deseja se alistar ao exército ucraniano. O país busca voluntários com experiência em combate, incluindo brasileiros, que estejam “ao lado da Ucrânia contra a invasão russa”.

O interessado deve seguir sete passos para o ingressar na Legião Internacional de Defesa da Ucrânia, iniciando por buscar a Embaixada da Ucrânia no país de origem, o que pode ser feito fisicamente, por telefone ou e-mail. É preciso apresentar passaporte válido para viagens ao exterior e documentos que comprovem o registro de serviço militar e participação em combate. O consulado pode solicitar outro tipo de documentação.


Em seguida, o voluntário deve comparecer a Embaixada com documentos para entrevista com o Adido de Defesa e providenciar o visto com o Cônsul e apresentar um pedido de alistamento para o serviço militar voluntário, baseado em contrato nas Forças Armadas da Ucrânia.

O site recomenda que o voluntário leve ao pais seu próprio kit militar, com roupas ou seus elementos, equipamentos, capacete e colete, por exemplo. O governo garante que os interessados serão auxiliados em todo o trajeto até o país, por representantes das embaixadas e consulados ucranianos (no exterior) e da defesa territorial na Ucrânia, no momento da chegada.

Recadinho malcriado

O site, chamado “Lute pela Ucrânia“, disponibiliza contatos das embaixadas ucranianas de cada país para soldados que desejam buscar mais informações. A lista, que contém o Brasil, também possui menção à Rússia. Contudo, ao clicar no ícone, não é possível encontrar informações sobre as embaixadas, como o caso de outras nações — o usuário que acessar a opção encontra uma ofensa explícita aos russos.

O Globo