Foto: Forças Armadas da Ucrânia / via REUTERS

De acordo com o governo ucraniano, quase 1.200 moradores da cidade já morreram desde o começo da invasão, em 24 de fevereiro.Um ataque russo atingiu um hospital infantil e maternidade nesta quarta-feira (9), de acordo com a Câmara Municipal da cidade de Mariupol, na Ucrânia.

Havia um acordo para um cessar-fogo nesta quarta-feira, que deveria servir para que civis pudessem ser retirados da cidade.



A informação foi publicada em um texto em uma rede social: “As forças de ocupação russas jogaram várias bombas no hospital infantil. A destruição é colossal”.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tuitou imagens que, segundo ele, são relacionadas ao incidente. “Atrocidade! Por quanto tempo mais o mundo será cúmplice ao ignorar o terror”, disse ele.

No ataque morreram 17 pessoas —entre elas, mulheres que já estavam em trabalho de parto, afirmou Pavlo Kyrylenko, governador da região onde fica a cidade.

O Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia divulgou um vídeo que mostra imagens que parecem ser de um hospital atingido com o seguinte texto: “Hoje a Rússia bombardeou um hospital infantil e maternidade em Mariupol”.

A Ucrânia já havia acusado a Rússia de haver quebrado o cessar-fogo para impedir a retirada de civis que estavam sem saída em Mariupol.

A Cruz Vermelha descreveu a situação na cidade como apocalíptica. Mariupol está cercada por forças russas há dias.

Balanço de mortos

Pelo menos 1.170 civis morreram na cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, desde o começo da invasão russa, em 24 de fevereiro.

A informação é de uma agência de informação da Ucrânia, com dados do vice-prefeito da cidade, Serhiy Orlov.

Segundo Orlov, o vice-prefeito, 47 pessoas foram enterradas em uma vala comum. Os moradores estão sem gás para aquecimento ou para cozinhar, sem eletricidade e sem água —eles estão esquentando neve para conseguirem um pouco de água potável.

g1