Foto: Instagram/Reprodução

Johnn Lenon, um bombeiro militar que participou do resgate da cantora Marília Mendonça, na semana passada, desabafou nas redes sociais e contou ser fã da artista, além de revelar que iria ao show que ela faria no interior de Minas Gerais.Marília morreu após queda do avião em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. A cantora, que tinha 26 anos de idade, viajava para realizar shows também Ouro Branco no final de semana passado.

Em entrevista, o bombeiro falou sobre o momento em que viu o corpo de Marília no avião ao chegar para o resgate: “Eu queria acreditar que não era ela, que deveria ser alguém parecido. Eu estava no meio da cachoeira para poder receber os corpos e levar para a parte mais seca. Quando olhei e vi que era o rosto dela, pensei: Agora não tem como falar que não é ela”.

“Quase todo dia de manhã, quando mexia em alguma coisa na casa, colocava a música dela para tocar. Ai você vai para uma ocorrência, sem saber que é ela, no meio do caminho vem aquela ideia que pode ser ela, ai você chega no local e confirma que é ela e você ia no show dela. A minha cabeça não parou naquela hora. A ficha custou a cair”, desabafa.

Lenon desabafou ao contar que, apesar de já ter passado por muitas situações difíceis ao longo da carreira, sem dúvidas essa foi a que mais o arrasou: “Eu até comentei com minha esposa que na hora que eu peguei ela [Marília Mendonça], eu senti um perfume bom que não vai sair da minha cabeça. Eu poderia ir ao show, tirar uma foto com ela e sentir o mesmo perfume, mas sentir ali, daquela forma, é uma situação que provavelmente não vai sair da cabeça”.

Homenagem

Ao publicar foto da equipe de resgate, Lenon falou sobre a tragédia: “De um segundo para o outro, passamos da espera do fim do expediente para ir curtir o show da Marília Mendonça, para resgate da mesma e os demais que com ela estavam”.

Lenon foi, à princípio, deslocado para a ocorrência sem saber que se tratava do avião da cantora. Ao tomar ciência da informação ficou chocado. “Ocorrência que traz um grande trauma, visto que se trata de uma pessoa que faz parte da vida de milhões de pessoas, inclusive a minha. Teve uma passagem rápida porém meteórica. Vai com Deus Marília, que Deus a tenha junto dele você fez história!”.

Correio Braziliense