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Começa a valer neste sábado (2.out.2021) a decisão do conselho técnico dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro pelo retorno dos torcedores aos estádios. Os primeiros jogos afetados pela mudança serão válidos pela 23ª rodada da competição.

Os organizadores devem seguir as diretrizes elencadas em protocolo da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), como limitar a presença à torcida do clube mandante para evitar o deslocamento de torcidas. Além disso, cabe aos gestores locais definir qual a capacidade máxima para cada jogo, de acordo com restrições sanitárias.

Em São Paulo e na Bahia, por exemplo, os torcedores terão que esperar um pouco mais. O veto ao público em São Paulo segue até domingo (3.out). Com isso, o duelo entre Santos e Fluminense, marcado exatamente para esse dia, será realizada em 27 de outubro.

Já o Bahia, que enfrenta o Ceará na mesma data, optou por realizar a partida sem a presença de público.

A decisão de adiar os jogos foi tomada por não haver permissão do governo da Bahia para jogos com torcida. Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) autorizou o retorno de público a partir de 2ª feira (4.out).

O Palmeiras, no entanto, não quis remarcar e jogará sem torcida contra o Juventude, no Allianz Parque, no domingo. No sábado (2.out), o Red Bull Bragantino receberá o Corinthians no Nabi Abi Chedid, também sem público. Já o São Paulo joga fora de casa no fim de semana: visita a Chapecoense em Santa Catarina.

O Flamengo optou por não participar do encontro do conselho que decidiu pela volta da torcida. Mais cedo, publicou nota dizendo que “não cabe aos clubes coletivamente ou à CBF deliberar sobre o retorno do público aos estádios”.

A diretoria afirmou que não estaria presente na reunião “até para não adotar uma conduta contraditória em relação à posição que sempre defendeu”. Para o clube, cabe apenas às autoridades determinar sobre a volta ou não da torcida aos estádios.

O QUE DIZ O MINISTÉRIO DA SAÚDE

O Ministério da Saúde aprovou em 22 de setembro uma proposta da CBF para a volta parcial da torcida aos estádios.

Em nota, a pasta afirmou: “É importante ressaltar que a abertura, em um primeiro momento, deve ser para até 30% da capacidade dos estádios – podendo ser aumentado posteriormente”. A permissão do governo federal, porém, está condicionada à decisão dos gestores locais, que devem considerar “a variação da curva epidemiológica, a taxa de ocupação de leitos clínicos e leitos de UTI e a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde local e regional”.

Poder360