Diante de resistências que crescem a cada dia no Congresso, o governo Bolsonaro já trabalha com alternativas para garantir os prometidos R$ 400 do Auxílio Brasil caso os parlamentares não aprovem a PEC dos Precatórios.

Entre as alternativas à mesa, está a decretação de um estado de calamidade, baseado no artigo 167 da Constituição, que possibilitaria o uso de recursos que ultrapassariam o teto de gastos.

A palavra de ordem no Palácio do Planalto é clara: o Bolsa Família está enterrado (ontem foi paga sua última parcela) e o Auxílio Brasil nascerá de qualquer jeito — a partir de 17 de novembro começa o pagamento dos R$ 400.

Para o público externo, ministros e líderes no Congresso ainda dizem apostar na aprovação da PEC na semana que vem. Internamente no governo, porém, Jair Bolsonaro já decidiu: o Auxílio Brasil pago em novembro será de R$ 400.

Ontem, o subsecretário do Tesouro, David Atahyde, chegou a dizer que não existe um estado de calamidade que justifique a adoção de um estado de calamidade. Uma afirmação que confirma apenas que o Ministério da Economia novamente está em descompasso com o que Bolsonaro pretende fazer.

Fonte: Lauro Jardim
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