O setor de transportes de Minas Gerais teria importado vacinas da Pfizer/BioNTech e vacinado às escondidas políticos e empresários do estado. Conforme uma denúncia publicada pela revista Piauí, o grupo e seus familiares teriam recebido a primeira dose do imunizante na terça-feira (23). As duas doses teriam custado R$ 600 para cada uma das cerca de 50 pessoas que foram vacinadas.
A compra violou uma lei aprovada pelo Congresso Federal este mês, que autoriza a aquisição de imunizantes pela iniciativa privada, contanto que todas as doses sejam doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) até que as pessoas do grupo de risco tenham sido imunizadas. Além disso, quando a vacina começar a ser ministrada, ela terá que ser disponibilizada gratuitamente.

Conforme a reportagem, pessoas que foram vacinadas informaram que os organizadores da compra foram os donos da viação Saritur, os irmãos Rômulo e Robson Lessa. As doses teriam sido aplicadas na garagem de uma empresa do grupo, localizada em Belo Horizonte. Rômulo Lessa foi procurado pela revista, mas não respondeu às solicitações.


Já à Piauí, o ex-senador e ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) Clésio Andrade, confirmou que recebeu a primeira dose do imunizante. “Estou com 69 anos, minha vacinação [pelo SUS] seria na semana que vem, eu nem precisava, mas tomei. Fui convidado, foi gratuito para mim”, afirmou.

Apesar da denúncia, a Pfizer negou que tenha vendido ou distribuído o imunizante no Brasil fora do Programa Nacional de Imunização (PNI). “O imunizante COMIRNATY ainda não está disponível em território brasileiro. A Pfizer e a BioNTech fecharam um acordo com o Ministério da Saúde contemplando o fornecimento de 100 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 ao longo de 2021”, disse

Fonte: https://noticiasdopassaro.com.br/