A Polícia Federal realizou uma ação na manhã desta segunda-feira(09) em uma residência no condomínio Bosque das Palmeiras, na Grande Natal, em uma operação contra tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Na capital potiguar, mandado de busca e apreensão resultou em prisão.Foram emitidos, ao todo, quatro mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão para a operação Símios, que acontece em Pernambuco e outros cinco estados.

As investigações começaram com a apreensão de 808,2 quilos de cocaína escondidos em uma carga de bananas, no Porto de Suape, no Grande Recife, em junho de 2019. Segundo a Receita Federal, responsável pelo flagrante, o material seguiria para a Bélgica.

A ação desta segunda-feira foi desencadeada no Recife, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana; Bonito, no Agreste; e em Petrolina, no Sertão pernambucano.

Nos outros estados, foram emitidos mandados para Natal (RN), Parnamirim (RN), Teresina (PI), São Paulo (SP), Sumaré (SP), Cuiabá (MT), Juazeiro do Norte (CE), Barbalha (CE) e Fortaleza (CE), segundo a PF.

A organização criminosa tinha como especialidade o transporte e armazenamento de cocaína em grandes quantidades em território nacional, além da ocultação em cargas exportadas via portos brasileiros para a Europa em contêineres, afirmou a Polícia Federal.

Os integrantes do grupo criminoso ficavam espalhados pelo Nordeste do país, com atuação também no Norte e ligação com “lavadores” de dinheiro na região Sudeste e Centro-Oeste, segundo a PF.

Além disso, apontaram os investigadores, o grupo tem raízes no roubo e furto de cargas e, por isso, já foi alvo da Operação Piratas do Sertão, deflagrada pela Polícia Federal em 2010 nos estados de Rio Grande do Norte e Paraíba. Nesta segunda, a ação foi desencadeada em conjunto com outra no Pará.

A investigação contou com apoio da Receita Federal. A PF afirmou que 15 pessoas já foram indiciadas pelos crimes de tráfico e financiamento ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Com acréscimo de informações do G1