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Cerca de 17,7 milhões de brasileiros (ou 23,7% da população fora da força de trabalho) não procuraram emprego por causa da pandemia do novo coronavírus ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam, segundo dados divulgados terça-feira (16), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Na primeira semana analisada pela Pnad Covid (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid), o contingente de pessoas que não buscaram trabalho chegava 19,1 milhões de pessoas (25,1%), sinalizando aumento da procura entre os dias 24 a 30 de maio.

No período, o número de pessoas desocupadas somou 10,9 milhões e o total de desempregados cresceu 10,8% ante os 9,8 milhões, na semana de 3 a 9 de maio. Com isso, a taxa de desocupação passou de 10,5% na semana de 3 a 9 de maio, para 11,4% na semana de 24 a 30 de maio.

O IBGE estimou ainda que 84,4 milhões de pessoas estavam na população ocupada na semana de 24 a 30 de maio. Outros 74,6 milhões estavam fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho), na mesma semana de referência. Da população fora da força, 25,7 milhões (ou 34,4%) disseram que gostariam de trabalhar.

De acordo com o estudo, 28,586 milhões de pessoas deixaram de trabalhar na última semana de maio. Segundo Cimar Azeredo, diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE, esse contingente é uma “proxy” da subutilização da mão de obra. A proporção da população fora da força, mas que gostaria de trabalhar, ficou estável nas quatro semanas de maio.

Já entre os 84,4 milhões de trabalhadores estimados na população ocupada pela Pnad Covid, 14,6 milhões (ou 17,2% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao isolamento social. Na primeira das quatro semanas cobertas, esse contingente era de 16,6 milhões (ou 19,8% dos ocupados). No período analisado, houve uma redução de 2 milhões de pessoas nessa condição, disse o IBGE.

A pesquisa também estimou que 13,2% da população ocupada (ou 8,8 milhões) estavam trabalhando de forma remota na última semana analisada, ante 13,4% (ou 8,6 milhões) na primeira semana.

A nova pesquisa é uma versão da Pnad Contínua, planejada em parceria com o Ministério da Saúde. A coleta mobiliza cerca de dois mil agentes do IBGE, que levantam informações de 193,6 mil domicílios distribuídos em 3.364 municípios de todos os Estados do País.

A divulgação desta terça-feira (16) da Pnad Covid inclui os dados das primeiras quatro semanas de coleta, que se estendeu de 10 de maio a 6 de junho, tendo como referência o mês de maio. A partir do próximo dia 26, as divulgações passarão a ser semanais começando pela semana referente a 31 de maio a 6 de junho.

R7