Em live promovida pela escola Maple Bear Natal, pós-doutora em Neurociência e pesquisadora do Instituto do Cérebro da UFRN, Janaina Weissheimer, irá abordar aprendizado on-line e realidade vivenciada pelos estudantes. (Foto: Divulgação)O processo de aprendizagem e os fatores que influenciam nisso de forma positiva serão abordados em uma live promovida pela Maple Bear Natal, na próxima quarta-feira (24), a partir das 17h. O tema em discussão será “Como o cérebro aprende”, com a participação da diretora pedagógica da escola, Ana Clara Costa, e da pós-doutora em Neurociência e pesquisadora do Instituto do Cérebro da UFRN, Janaina Weissheimer. A transmissão acontece pelo Instagram, no perfil @maplebearnatal. A abordagem será direcionada ao momento atual, em que crianças e adolescentes vivenciam aulas on-line.

“Vamos abordar a importância do sono e da rotina para a aprendizagem e outras variáveis que influenciam positivamente, além de fazer um link com esse momento de aulas on-line e o ensino bilíngue, característico da Maple Bear Natal”, explicou Ana Clara Costa.

O fator cognitivo também será uma das variáveis abordadas durante a transmissão ao vivo. A pesquisadora do Instituto do Cérebro vai falar sobre as bases cognitivas da aprendizagem, principalmente sobre as funções executivas, como a atenção, o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a memória de trabalho. “A gente explica como esse conjunto de funções tá na base do processamento mais elaborado que fazemos durante a aprendizagem, como é importante a gente focar na atenção, inibir distrações, ter uma memória de trabalho eficiente”, detalhou Janaína.

Outro fator que será abordado é a relação do cérebro com o aprendizado de uma nova língua e com o uso de novos tecnologias. Será possível entender como o cérebro bilíngue se reconfigura para acomodar duas ou mais línguas, como a memória da pessoa bilíngue se organiza e como funcionam esses sistemas compartilhados de ativação mútua.

“A live também vai abrir espaço para compreendermos como a memória se comporta diante do avanço da tecnologia, mostrando a reconfiguração do cérebro de crianças e adolescentes para acomodar essas diferenças tecnológicas, como a leitura de tela e a memória expandida”, completou Janaína Weissheimer.

Via: BG