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O segundo maior hospital público de Natal fechou as portas da emergência para novos pacientes de Covid.

“Nosso hospital não é referência pra Covid-19. Nosso serviço não vai atender esse doente a não ser que ele tenha um quadro de gravidade extrema que precise de uma intervenção imediata”, disse o diretor doHospital Santa Catarina, em Natal, Jacques Fiuza.A mudança sobrecarregou ainda mais as UPAs, que sofrem com a superlotação. Na tarde desta terça-feira (9), duas ambulâncias ficaram paradas com pacientes a espera de atendimento.

Aguinaldo está internado numa UPA de Parnamirim, na região metropolitana, há quatro dias. A família conseguiu na Justiça uma decisão para transferi-lo para uma UTI, mas até agora nada. “A gente não sabe mais a quem recorrer para conseguir essa transferência para o meu pai”, lamenta o filho de Aguinaldo, Igor Oliveira.

“Até fila para a demanda judicial, nós estamos tendo. Mas todos esses seis pacientes estão no sistema de regulação estadual, aguardando apenas a localização desses hospitais e a autorização para que nós possamos transferir”, diz Henrique Costa, diretor da UPA.

No total, 65 pessoas com quadro grave de Covid estão hoje na fila por um leito de UTI na rede pública do Rio Grande do Norte. Desde o começo da pandemia, pelo menos 11 já morreram a espera de uma vaga.

Dona Francisca, de 67 anos, é uma delas. Morreu na noite desta segunda-feira (8), depois de esperar por uma semana. “Aguardou incansavelmente a vaga de uma UTI, mas devido a esse caos e a essa precariedade da saúde do estado do Rio Grande do Norte, nós não conseguimos a vaga”, lamentou o genro de Francisca, Grei Xavier.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte declarou que vai abrir 85 leitos de UTI nos próximos 15 dias.

Por Jornal Nacional